Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




O meu 2017 - uma retrospectiva

por Joana Cristina Pinto, em 07.12.17

Apresentação1.jpg

 

Estamos agora a terminar o ano de 2017 e este é o tempo perfeito para fazer uma reflexão do que se passou. Acredito que muitos tem medo de fazer retrospectiva do se passou devido ao sofrimento que passaram, outros fazem-no a medo pois o reconhecer das desilusões ainda custa e depois ainda existem aqueles ainda continuam em perfeita negação e "botam prá frenta a maluca"..

 

Este foi um ano duro, acredito que ainda mais que 2016, pelo menos para mim foi. Mas todos o sentiram de uma forma mais ou menos intensa ou com mais ou menos consciência.

Este foi um ano que se apresentou como sendo um ano leve e de inícios mas na verdade acabou por se relevar um ano de uma dureza comparável com poucos. Foi claramente um ano governado por uma energia de origem karmica que trouxe consigo inúmeras questões do passado assim como grandes aprendizagens.

 

E são estás aprendizagens que tem doído.

Enfim, não tem sido fácil.

Mas está é a retrospectiva do meu ano.

 

Este foi um ano onde muito se pagou. Todos pagamos pois a vida apresentou a sua factura e ninguém escapou a isso. Ninguém. Nem eu. Paguei facturas muito altas, apesar de não ser pessoa de deixar assuntos para resolver depois, alguns escaparam.

 

Á que aprender que as coisas resolvem-se agora. Já. Não depois, não mais logo e muito menos daqui a semanas. É para fazer, faz-se, ponto final. Acabou.

 

Mas isto nada mais são que aprendizagens feitas pela mão da vida. Vamos sendo avisados pelo caminho, mas vamos ignorando, empurrando com barriga e depois chega-se a um ponto onde não se pode fugir mais. 2017 foi assim. O que não fez em 2016, foi feito agora.

As aprendizagens são fundamentais para se ultrapassarem as energias densas e sobretudo as karmicas. Eu aprendi muito e mais que isso trabalhei para dissolver muitas energias e ultrapassar muitas limitações.

 

A grande aprendizagem, pelo menos para mim e para muitos que conheço, foi a do “estás sozinha e não podes contar com ninguém. Ninguém te vai ajudar. Não precisas de ninguém. Desenrasca-te sozinha.”

Nem família.

Nem amigos.

Nem conhecidos.

Nem terapeutas (alguns vá!).

Ninguém.

 

Grandes problemas se apresentaram e ao pedido de ajuda não estava lá ninguém. Zero. Nada.

Está é uma aprendizagem dura, pois vemos, principalmente a família, como nossos, o nosso apoio que vão estar sempre lá. Mas na verdade é que muitas vezes ou quase nunca estão. Mesmo pedindo, explicando, fazendo desenhos eles não entendem e viram as costas.

 

Viram as costas mas estão sempre lá. Não ajudam mas a sua presença é constante. É uma desilusão brutal.

Estamos sozinhos.

Estou sozinha.

 

Mas existiu uma grande aprendizagem por detrás disto:

  1. Sou forte o suficiente para enfrentar tudo na vida;
  2. Aprendi a contar só comigo;
  3. Aprendi a ver os outros tal como eles são;
  4. Aprendi a não criar expectativas mesmo que os ame profundamente;
  5. Aprendi que devo pedir ajuda mas que não devo esperar nada;
  6. Aprendi que sou mais forte do que pensava;
  7. Eu Sou mais forte;
  8. Eu posso mais porque Eu Sou;

 

Tudo isto vai ser pago, a falta. Mas isso compete a vida apresentar a factura. É deixar fluir.

 

Este foi igualmente um ano onde as máscaras caíram. Mentiras e ilusões são difíceis de manter durante muito tempo e muitos foram-se revelando durante o ano com todas as suas sombras e maldades. Muitos cortes tive que fazer, pessoas empurradas para fora da minha vida, mas outros vão permanecendo, mas mantenho sempre o olho aberto para ver os seus movimentos. Tentando sempre amenizar os seus golpes. Nem é o contra-atacar, é simplesmente o minimiar estragos.

Eu não contra-ataco. É energia mal gasta. Não vale a pena. Não são assim tão importantes. Lixo apodrece sozinho.

Mas as traições foram muitas, os ataques foram consecutivos, as ofensas marcaram.. enfim.. foi tudo quase demais.

 

Mas aliados inesperados apareceram. A vida nunca tira, só dá.

 

Para os que me tentaram deitar abaixo só digo uma coisa: Estou aqui, de pé e mais forte. Eu posso vergar, mas não parto e quando me recomponho é com mais força e estrutura! Sou Touro com ascendente em Leão! Força não me falta e capacidade para levar tudo a minha frente também não! Abro caminhos e limpo o lixo com a mesma facilidade que muitos esfregam um olho.

 

Este foi igualmente o ano de decisões e do tomar de consciência. E se doeu, ainda doí. Doí demais. Desde Janeiro fui confrontada com isso. Tive que tomar decisões que ainda hoje me doem. E sei que muitas mais se vão apresentar este Dezembro.

 

Como se decide que chegou o fim da vida de um ser?

Como se diz “tu hoje vais morrer”?

Como se toma essa decisão e se trata de tudo?

Como se olha para a volta e somos obrigados a  cortar todas as cordas, pois elas nos sufocam?

Como falamos a verdade e expomos a realidade e mesmo assim somos contrariadas?

Como se vive com a verdade quando todos a volta se agarram a ilusões?

Como se vive e alimenta uma situação quando sabes que vais ter que a resolver quando der problemas?

Como se ama incondicionalmente quando sabes que essa situação te vai rasgar de dor, pois vais ter que abrir mão, mais uma vez?

Como se vive com a agressão dos outros quando a única coisa que tens nas mãos é Amor?

Porquê ninguém ouve? Porquê ninguém quer saber?  Porquê ninguém vê? Porquê ninguém está lá?

Porquê sou eu a segurar a mão e a cuidar quando a responsabilidade já não é minha?

Porquê não dá? Porquê não posso continuar? Porquê não posso ficar com?

O que falta? O que é preciso mudar? Digam-me.. mostrem-me…

 

Estas foram e continuam a ser as minhas interrogações de 2017. Algumas já foram respondidas mas outras continuam sem respostas. Mas todos os dias pergunto na esperança que chegue cá uma luzinha, uma explicação, qualquer coisa.

 

Este foi um ano duro, sem dúvida. Cheio de dor e de sofrimento mas sobretudo de grande crescimento.

Aprendi muito.

Compreendi muito.

Cresci muito.

Aceitei muito.

Perdoei muito.

Neguei muito.

Resolvi muito.

Frustrei-me muito.

Bati-me muito.

Mas sobretudo tive a coragem para ver as coisas tais como elas são. A realidade doeu-me. E a verdade é que ainda me doí.

 

Mas todos os dias faço a minha parte. Limpo, harmonizo, perdoou e liberto. Todos os dias. Sem excepção. Pois este é o caminho. Doí. Oh se doí! Já perdi a conta as noite adormecidas a chorar e aos banhos molhados de lágrimas. Mas acredito que vale a pena, pois no lugar da dor vai-se instalando uma paz e serenidade que não havia antes.

E é isto.

Este foi o meu ano.

Estou orgulhosa de mim, mas sei que existe muito trabalho para fazer. E para isso estou pronta. Sei agora que consigo fazer frente a tudo o que a vida me traz. Tudo.

 

Desejos para 2018?

Paz, serenidade e tranquilidade. Só peço isso. Só preciso disso. O resto Eu levo e Eu resolvo!

 

Como foi o vosso ano?

 

 

Com Amor e Luz,

Joana Cristina Pinto

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:32




Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D


Links

  •  

  • Subscrever por e-mail

    A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

    Mensagens

    Blogs de Portugal


    Seguir