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E se..? - Uma reflexão energética

por Joana Cristina Pinto, em 30.01.18

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O “e se” é uma das interrogações que mais vejo nas minhas consultas, e será sem dúvida uma das maiores interrogações que nós, seres humanos, temos.

“ E se eu tivesse feito outra escolha?”

“ E se eu tivesse feito de forma diferente?”

“ E se tu tivesse ficado mais um pouco..”

“ E se eu tivesse lutado mais um pouco…”

“ E se eu tivesse dito que amo..”

“ E se eu tivesse explicado o que sentia…”

“ E se…”

“ E se…”

“ E se..”

 

Mil “e se’s” podiam ser qui escritos. Acredito que você tem outros tantos para juntar a lista. Mas quais as implicações energéticas e espirituais destes “e se’s”?

Emocionalmente já sabemos o que traz: sofrimento, arrependimento, culpa, dor,… o que podia ter sido feito e não foi ou o outro caminho que foi escolhido.

Todos os caminhos são certos na medidas que trazem lições e aprendizagens. Mesmo o errado ensina, logo torna-se certo. Mas a dúvida do que poderia ter acontecido se algo diferente fosse escolhido ficará sempre lá.

 

Como se vive com isso? Pois não é fácil, mas é fundamental perdoar e libertar essa dúvida. De nada ainda “matutar” nisso pois nada não pode ser alterado, mas a sua vibração energética pode e deve ser alterada.

 

“EU AMO-TE, EU RESPEITO-TE, EU PERDOO-TE E PEÇO PERDÃO, EU ACEITO-TE TAL COMO ÉS.”

“EU AMO-ME, EU RESPEITO-ME, EU PERDOO-ME E PEÇO PERDÃO, EU ACEITO-ME TAL COMO SOU.”

 

Mas energeticamente estes “e se’s” tem outra visão. Estes “E se’s” nada mais são situações que não foram totalmente vividas até ao seu fim e ciclos que não foram fechados devidamente.

Todas as situações devem ser vividas até ao fim, mesmo que a meio do caminho saiba que aquilo vai acabar a sua energia tem que ser esgotada! Tudo tem que ser vivido até ao fim. Até não haver mais energia, até não haver mais hipótese, até não haver mais espaço para o “E se”.

 

Se as situações não forem devidamente esgotadas acontecem duas coisas:

Ou voltam a retomar para essas situações de forma a vivenciar o resto ou mesmo para tirar da sua cabeça o “e se”. Aqui podem acontecer duas situações:  ou voltam a terminar sem estar esgotado, podendo repetir este ciclo “ad eternum” – muitas relações se baseiam nisto – começa, acaba, começa, acaba,….. Ou são conscientes e vivem tudo até ao fim – mesmo sabendo que vai doer;

 

Ou, se forem racionais, avançam com o “e se” agarrado ao vosso coração. E esse “e se” vai doer até ao fim. A energia vai continuar lá, não vai ser esgotada. Não vai ser vivida e sempre vai ser motivo para arrependimento. Se calhar por orgulho ou consciência não se volta atrás. Não se vive e não se tenta e pior que isso não se aprende.

Acho que está é a pior das opções, pois sendo excepcionalmente racional, consigo virar as costas e avançar sem amarras nem nada. Mas os “e se’s” que mantenho comigo doem muito ainda, alguns ainda e carne viva apesar de todo o tempo passado.

 

Que aprendizagens terei eu perdido?

 

Vamos entrar num mês caracterizado por uma energia de Amor, a ver vamos se será mesmo assim. Se o Natal não foi Natal será que o dia de São Valentim será a celebração do Amor? Tenho as minhas dúvidas mas logo se verá.

 

Vivemos numa sociedade onde tudo e todos são descarretáveis e facilmente se troca de relação e se avança para algo novo, para alguém melhor ou avançamos sozinhos pois achamos os outros um peso.

Será que é mesmo assim? Será está a melhor opção?

Existem muitos factores que jogam nestes campos mas é fundamental levar tudo até ao fim.

 

Não deixem ciclos por terminar, pois mais tarde terão que voltar a eles.

Não deixem nada por fazer ou tentar, mais tarde sentirão vontade de o fazer.

Não deixem nada por fazer pois aí existe uma aprendizagem, e mais tarde terão que a fazer e se calhar de uma forma menos calma.

Não sigam conselhos de amigos ou “mestres”, pois mais tarde vão se arrepender pois não partiu de vocês.

Não deixem ficar nada, nada de nada.

Levem tudo até ao fim.

Até não dar mais.

E ai sim, com toda a racionalidade e consciência devem voltar as costas e seguir o novo caminho.

 

Não deixem mais “e se’s” na vossa vida. Vivam tudo até ao fim, esgotem tudo mesmo sabendo que poderá terminar. Não se antecipem. Fechem devidamente os ciclos, libertem e perdoem.

 

Levem tudo com calma e certeza.

 

Mas também não vivam na inercia a espera que tudo se esgote. Não se desgastem e se destruam a espera do fim. Muitas vezes já terminou e tudo se esgotou e continuam a espera do milagre, ai cabe a si tomar as medidas e fechar o ciclo.

 

Não confunda o esgotar de energia com o ficar na inercia. Mas também não avance antes do fim.

 

Como tudo na vida é preciso equilíbrio e bom senso para saber quando se deve tentar mais uma vez e quando se deve sair de cena. A linha que divide estas duas “certezas” é ténue mas é fundamental saber onde está para se viver em paz ou em culpa.

 

Saibam que os seus “e se’s” nada mais são que ciclos não esgotados e não fechados.

Se poderem esgotem e fechem.

Senão perdoem e libertem.

 

 

Com Claridade e Persistência,

Joana Cristina Pinto

 

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publicado às 18:15


1 comentário

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 07.02.2018 às 21:11

Está no "ponto" Joana

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